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Pongo

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Portugal

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Bio

Luanda. Fim dos anos 90. Os Angolanos tentam esquecer, como podem, a guerra civil que devasta o país, Nesse domingo, no bairro da Cuca, organiza-se um concurso de dança. Uma menina assiste ao espetáculo, fascinada. Chama-se Pongo, ela tem 8 anos. Sob os gritos da multidão, um homem encadeia febrilmente passos de Semba e de Kizomba. É o seu pai. Essa imagem restar-lhe-á para sempre. Da sua África natal, ela deixará de parte o caos, e guardará no seu íntimo os perfumes, as cores e os jogos sem fim com as suas irmãs. Mas sobretudo os sons, as vibrações e as músicas omnipresentes, essas bolhas alegres, que ritmaram a sua infância, ela que dançou ainda antes de saber andar. A violência, o medo terão finalmente razão da inocência. O exílio é inevitável para ela e para a sua família. A Europa, Lisboa. Pongo descobre um novo mundo. Uma nova luz. Mas igualmente o desenraizamento, a diferença, a crueldade das outras crianças. Ela cala-se e observa. A música volta e devolve-lhe esperança. Primeiro na igreja, onde ela canta com grande prazer. Depois adolescente, no caminho quotidiano da escola. Os rapazes encontram-se perto da Estação de Queluz, Eles cantam, dançam, tentam atrair o olhar das raparigas. Eles tem um grupo: os « Denon Squad ». Evidentemente, naturalmente, Pongo junta-se a eles. No início como dançarina, mais tarde atrás do microfone nos seus primeiros concertos de bairro. Ela cresce, descobre a noite e é sempre com a mesma imprudência que penetra no meio do Kuduro lisboeta. Primeiras gravações em estúdio. Ela gosta desse ambiente. E compreende que deve seguir esse caminho que a música lhe mostra. Os Buraka Som Sistema descobrem-na e propõem-lhe que se junte a eles em cena para um concerto mítico no « Music Box » de Cais de Sodré. Ela brilha, arde de talento e de energia e faz, desde o dia seguinte aparição nas redes sócias. Primeiros elogios, o olhar dos amigos muda, e tudo se desencadeia muito rapidamente. Ela acompanha o grupo numa tournée que os fará tocar nas maiores cidades e festivais do planeta. Pongo voou, ela sente que tudo é doravante possível. Hoje, a menina de Cuca, tem vinte e cinco anos. Diva dum Kuduro mestiço e progressivo, ela escreve e interpreta as suas próprias canções. Pongo incarna a renovação do género, misturando a mistura das suas raízes africanas, langa, zaïco, com EDM, bass music, dancehall e pop melódica. A sua voz poderosa, ritmada, mas igualmente frágil e sensível, arrasta-nos para o seu universo envolvente, aos confins da dança e da saudade. Lá onde ninguém nos tinha levado antes.

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